O nome da cidade é uma referência à antiga Fazenda dos Carvalhos, da família Carvalho, localizada onde hoje é a área urbana do município. Em 1888, Maria Joaquina Mendes de Carvalho doou uma parte das terras dessa fazenda para a construção de uma capela em devoção a Nossa Senhora Aparecida, onde hoje é a atual Igrejinha. Ao redor dessa capela, pessoas começaram a se instalar, um movimento foi fortalecido pela chegada da linha férrea em 1903.
Em 1948, Carvalhos se emancipou de Aiuruoca e se tornou um município independente. Porém, desde o século XVIII, já havia registros em seu território. O mais antigo é de 1744, quando foi doada uma sesmaria ao Capitão Antônio Corrêa de Lacerda nessas terras, contempladas pela bela Serra dos Três Irmãos, composta pelo Pico dos Três Irmãos, Pico do Muquém e Pico do Calambau. Nessa antiga carta, já eram citadas a serra e seus picos, além do Ribeirão do Francês, o que indica atividades colonizadoras anteriores à data da carta, com hipóteses da presença de mineradores franceses.
Conheça alguns destaques!
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Muquém
Na década de 1930, a comunidade do Muquém, em Carvalhos (MG), enfrentou um surto de hanseníase. Segundo o historiador local Manoel Lourenço Motta do Amaral, no livro Raízes de Carvalhos, foi nesse contexto que as famílias Maciel e Cunha fizeram uma promessa: se a doença cessasse, construíram uma capela dedicada a Lázaro, personagem leproso de uma parábola bíblica, o santo protetor dos doentes.
A imagem do santo, comprada na Itália, chegou à cidade de trem em 10 de junho de 1939 e foi levada em carro de boi até o Muquém. Desde então, permanece no altar da capela, onde fiéis atribuem sua presença ao fim do surto. A devoção a São Lázaro cresceu, e a festa anual em sua homenagem se tornou um dos eventos mais marcantes da região.
A Festa de São Lázaro do Muquém atrai pessoas de diferentes lugares, que participam da tradicional Caminhada da Cura, uma peregrinação de oito quilômetros feita a pé, além de cavalgadas, passeios ciclísticos, missas, novenas, leilões, forrós, bingos e muita fé. Tudo isso em meio ao frio da serra e sob o olhar imponente do Pico do Muquém e do Calambau.
Restaurante e Pesqueiro do Mateus
(35) 99767 3530
Pousada Paulista do Alcides
(35) 99735 3150
Pousada Love´s House
(35) 99839 4975
Franceses
O curioso nome do Distrito dos Franceses, em Carvalhos (MG), sempre despertou interesse e especulações. Uma das teorias mais conhecidas, registrada por Manoel Lourenço Motta do Amaral em Raízes de Carvalhos, sugere que o nome veio de fugitivos franceses da invasão ao Rio de Janeiro em 1711, liderada pelo corsário René Duguay-Trouin. Outra hipótese aponta para a presença de mineradores franceses, atraídos pelo ciclo do ouro.
Apesar das incertezas, documentos comprovam que o topônimo “Francês” já era usado no século XVIII. Uma carta de sesmaria de 1744 menciona o “Ribeirão do Francês”, e um registro de casamento de 1761 que cita Pedro da Silva, francês de origem, morador da Guapiara, em Aiuruoca. Já no século XIX, há registros da construção de oratórios na “Fazenda do Francês” e, em 1949, um levantamento da Diocese da Campanha reconhece a Capela dos Franceses como uma das capelas públicas da zona rural de Carvalhos, dedicada a Nossa Senhora dos Anjos.
A devoção à padroeira começou por volta de 1890, mas a atual capela só foi inaugurada em 1931. Sua imagem, uma representação barroca processional conhecida como imagem de roca, possui braços articulados e um semblante sereno e contemplativo. Um detalhe é o pequeno orifício no peito da imagem, que levanta a hipótese de que ela tenha sido originalmente uma Nossa Senhora da Paixão, adaptada à devoção local.
Hoje, o distrito celebra duas festas religiosas tradicionais: a Festa de Reis, em 6 de janeiro, e a Festa de Nossa Senhora dos Anjos, em 2 de agosto, reencontros de famílias, marcados por fé, promessas e celebrações que reforçam a identidade e a memória da comunidade.
Rancho Casa Nova
(35) 99955 8953
Cachoeira da Estiva
(12) 97403 8636
Chalés Rancho Casa Nova
(35) 99955 8953
Pousada Cachoeira da Estiva
(12) 97403 8636
Pousada do Morro Verde
(32) 99932 7708
Pousada Fazenda Mato Virgem
(24) 98852 4565
Pousada dos Franceses
(12) 99701 0458
Centro histórico e cultural
Um bom ponto de partida para uma viagem no tempo é a Praça Ana Dantas Motta, ou simplesmente Praça do Coreto. Antigamente chamada de Largo do Lourenço, em referência a Lourenço Motta, figura central na vida política e religiosa do município, o espaço foi palco de eventos cívicos, encontros sociais, festas e ao seu lado havia um campo de futebol. Ali se destaca o Salão do Zé Militão, construído em 1927 como local de bailes, depois sede do PSD, Cine Vitória e, nos anos 1980, uma discoteca movimentada.
A praça homenageia Ana Dantas Motta, primeira professora pública da cidade e figura essencial na emancipação do município. Ana foi esposa de Lourenço Motta e mãe do poeta modernista José Dantas Motta. Juntos, Ana e Lourenço também lideraram a construção da Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, iniciada em 1933, junto com o casal José Militão de Carvalho e Alaíde Giffoni. A Igreja tornou-se símbolo da autonomia eclesiástica de Carvalhos, sendo elevada à Paróquia em 1945.
Mas a espiritualidade da cidade remonta à Capela de Nossa Senhora Aparecida, de 1888, construída com a doação de terras feita por Maria Joaquina Mendes de Carvalho. Esta capela, conhecida como “Igrejinha”, foi o primeiro templo da cidade e núcleo originário do povoado urbano. Seu entorno, chamado “Patrimônio da Santa”, tornou-se o coração da futura cidade.
A chegada dos trilhos da Rede Mineira de Viação, em 1903, selou a formação do núcleo urbano. A Estação Ferroviária de Carvalhos, inicialmente instalada em um vagão desativado, foi o elo entre Carvalhos e seu entorno. Próxima a ela, surgiu a Caixa d’água, usada para abastecer a Maria Fumaça, e a ponte de ferro. Esses elementos ferroviários moldaram a economia e o cotidiano como parte da identidade local. Apesar de o trem ter feito sua última viagem em 1977, suas marcas permanecem.
É nessa região que, nas últimas décadas, surgiu a Praça Ibraim Pereira da Cunha, também chamada de Praça da Copasa, e o Parque de Exposições Geraldo Leite Vilela, construído entre os anos 1990 e 2000. Esses espaços redefiniram o eixo social da cidade, abrigando eventos como a FEBAC, o Carnaval, exposições culturais e feiras.
Restaurante Beira Rio
(35) 99951 1949
Restaurante Bom Paladar
(35) 99952 8134
Restaurante Luchesi
(35) 99732 0205
Restaurante Vicent´s Brothers
(35) 99708 1974
Restaurante do Charlinho
(35) 99917 0899
Cantina do Paulo
(31) 97110 4847
Padaria e Lanchonete Nova Opção
(35) 99939 0653
Panificadora Niterói
(35) 99846 5874
Padaria do Tiago
(35) 99764 2183
Padaria Central
(35) 99747 0153
Padaria do Valtinho
(35) 99929 5497
Padaria do Souza
(35) 99806 1465
Padaria Fino Sabor
(35) 99917 2484
Tedy´s Lanches
(35) 99726 4394
Center Lanches
(35) 99907 9339
Burgerland
(35) 99837 4786
Resteg Burger´s
(35) 99836 1117
Barraca Sabor Mineiro
(35) 99896 6980
Agridoce Confeitaria
(35) 99734 5230
Kitutes Sobre Rodas
(12) 99766 6536
Sorveteria e Delivery Icemoon
(12) 99750 4036
Pousada Pico do Muquém
(35) 3345 1302 / (35) 99993 7722
Pousada Bianca
(35) 3345 1313
Chalés do Paulo
(31) 97110 4847
Hostel Via Tedy’s
(35) 99726 4394
Pousada Recanto Feliz
(24) 99974 1702
Fazenda Seresta
(24) 99998 9934
Conhecido por Rota do Quilombo, esse antigo caminho do município até as Posses atravessa as vertentes da Serra do Quilombo, onde se divide a região das Posses com a região do Carimbá, bacia leiteira do município de Carvalhos. A primeira parada é no bairro do Carimbá, com visita na Capela de Santo Antônio e visitação em laticínios locias, depois segue para o bucólico povoado das Posses, com visita a Capela de Nossa Senhora Aparecida, rodeado de montanhas e belas paisagens. Seguindo a estrada por 3 km começa o complexo de Cachoeiras do Ribeirão das Posses, a primeira é a Cachoeira da Lage, de fácil acesso, com uma bela ducha e poço para banho, seguindo o caminho nas margens do Ribeirão, fica por cerca de 1 km a Cachoeira do Meio, em meio as corredeiras com banheiras naturais e seguindo no caminho trilhas com remanescentes de mata atlântica para cima por mais 1 km a imponente Cachoeira das Posses, com uma bela queda e um grande poço para banho.
Carimbá
Segundo o historiador Manoel Lourenço Motta do Amaral, o termo “Carimbá” teria origem na prática de se “carimbar” pessoas escravizadas na região, próxima à Serra do Quilombo, lugar associado à fuga e à resistência negra no período escravista. Ao longo do século XIX, a área era identificada em testamentos como Fazenda do Carimbá, que se fragmentou até alcançar sua configuração atual.
A tradição oral conta que os primeiros habitantes do povoado foram ciganos, ao mesmo tempo que a fé católica é profundamente enraizada, com destaque para a devoção a Santo Antônio, padroeiro local. A Capela de Santo Antônio foi construída com o esforço da comunidade e a liderança de Maria Amélia Nogueira Varginha, sendo benta em 11 de junho de 1969 por Dom Othon Motta, então Bispo da Campanha. A imagem do santo, datada de 1962, foi abençoada no dia 13 de junho, data tradicionalmente dedicada a ele.
A Festa de Santo Antônio do Carimbá com início estritamente religioso foi ganhando novos contornos a partir da década de 1980, hoje, o povoado recebe visitantes de toda a região, que vêm pagar promessas, agradecer graças alcançadas e manter viva essa mistura única de fé, cultura popular, música e história.
Represa do Barulho
(35) 99813 4661







