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Carvalhos

O nome da cidade é uma referência à antiga Fazenda dos Carvalhos, da família Carvalho, localizada onde hoje é a área urbana do município. Em 1888, Maria Joaquina Mendes de Carvalho doou uma parte das terras dessa fazenda para a construção de uma capela em devoção a Nossa Senhora Aparecida, onde hoje é a atual Igrejinha. Ao redor dessa capela, pessoas começaram a se instalar, um movimento foi fortalecido pela chegada da linha férrea em 1903.

Em 1948, Carvalhos se emancipou de Aiuruoca e se tornou um município independente. Porém, desde o século XVIII, já havia registros em seu território. O mais antigo é de 1744, quando foi doada uma sesmaria ao Capitão Antônio Corrêa de Lacerda nessas terras, contempladas pela bela Serra dos Três Irmãos, composta pelo Pico dos Três Irmãos, Pico do Muquém e Pico do Calambau. Nessa antiga carta, já eram citadas a serra e seus picos, além do Ribeirão do Francês, o que indica atividades colonizadoras anteriores à data da carta, com hipóteses da presença de mineradores franceses.

ROTEIROS

A riqueza natural e cultural de Carvalhos guardam alguns encantos que você precisa incluir no seu roteiro de viagem.

Conheça alguns destaques!

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Muquem de São Lázaro:
Muquem de São Lázaro:
    • No Distrito do Muquém de São Lázaro, além de sua religiosidade dedicada a São Lázaro, o local é detentor de belas cachoeiras, paisagens, culinária e cultura. No caminho para o Distrito, depois do bairro Vargem Alegre está a Cachoeira da Pedreira, com suas banheiras naturais e duchas para hidromassagem, seguindo o caminho por mais 3 km chega-se ao Distrito do Muquém, onde se segue direto por mais 2 km até a belíssima Cachoeira do Muquém, onde se inicia uma trilha em meio a mata atlântica até a cachoeira, com sua bela queda e poço para banho, voltando o caminho a parada é no Distrito do Muquém, onde se visita a Igreja de São Lázaro os 3 Laticínios para compra de queijos e a Escola de Artesanato do Muquém. Dentro da Vila possuí o Restaurante e Pesqueiro do Mateus para saborear uma bela comida mineira.
    • O Pico do Muqém é um atrativo para os mais aventureiros, que é uma trilha rumo ao imponente Pico do Muquém, com seus 1.700 metros de altitude, sendo cartão postal do município de Carvalhos, seu acesso é após o povoado de Ponte Alta, uma trilha de aproximadamente 2:00 de caminhada de nível médio com visão de 360 graus do mar de montanhas da Serra da Mantiqueira, fica situado a 6 km da cidade, é indicado guia e transporte em carro até o início da trilha.
    • Atrativos:
    • Cachoeira da Pedreira, Cachoeira do Muquém, Igreja de São Lázaro, Laticínios, Escola de Artesanato do Muquém, Restaurante e Pesqueiro do Mateus e Pico do Muqúem.
Histórico
    • Muquém

      Na década de 1930, a comunidade do Muquém, em Carvalhos (MG), enfrentou um surto de hanseníase. Segundo o historiador local Manoel Lourenço Motta do Amaral, no livro Raízes de Carvalhos, foi nesse contexto que as famílias Maciel e Cunha fizeram uma promessa: se a doença cessasse, construíram uma capela dedicada a Lázaro, personagem leproso de uma parábola bíblica, o santo protetor dos doentes.

      A imagem do santo, comprada na Itália, chegou à cidade de trem em 10 de junho de 1939 e foi levada em carro de boi até o Muquém. Desde então, permanece no altar da capela, onde fiéis atribuem sua presença ao fim do surto. A devoção a São Lázaro cresceu, e a festa anual em sua homenagem se tornou um dos eventos mais marcantes da região.

      A Festa de São Lázaro do Muquém atrai pessoas de diferentes lugares, que participam da tradicional Caminhada da Cura, uma peregrinação de oito quilômetros feita a pé, além de cavalgadas, passeios ciclísticos, missas, novenas, leilões, forrós, bingos e muita fé. Tudo isso em meio ao frio da serra e sob o olhar imponente do Pico do Muquém e do Calambau.

Onde Comer:
  • Restaurante e Pesqueiro do Mateus

    (35) 99767 3530

Onde Ficar:
  • Pousada Paulista do Alcides

    (35) 99735 3150

    Pousada Love´s House

    (35) 99839 4975

Franceses
Franceses:
  • Localizado entre os montes da Serra da Aparecida, no vale do Rio dos Franceses e Rio Turvo Grande, este é roteiro mais visitado do município, o primeiro atrativo é a Cachoeira da Prainha, belo local para banho e hidromassagem natural, seguindo o caminho para o Distrito dos Franceses, que é um charme à parte, com sua bela Igreja contornado por seus antigos casarões e cercado de montanhas, dando continuidade chega-se ao Sítio Cedro Vermelho, com visitação a plantação de morangos e compras de produtos derivados do mesmo e o Laticínios Santa Luzia, com a produção do Parmesão Mantiqueira de Minas. Depois seguimos para a Cachoeira dos Franceses com suas quedas e poços para banho. A próxima parada é a imponente Cachoeira da Estiva, que possuí uma queda de 70 metros aproximados com poço para banho em suas águas cristalinas, no local serve porções diversas e refeição, retornando para a cidade a última parada é no Rancho Casa Nova, que também serve refeição com uma bela comida mineira e visitação de Turismo Rural com horta orgânica e artesanatos.
  • Atrativos:
  • Cachoeira da Prainha, Distrito dos Franceses, Sítio Cedro Vermelho, Laticínios Santa Luzia, Cachoeira dos Franceses, Cachoeira da Estiva e Rancho Casa Nova.
Histórico:
  • Franceses

    O curioso nome do Distrito dos Franceses, em Carvalhos (MG), sempre despertou interesse e especulações. Uma das teorias mais conhecidas, registrada por Manoel Lourenço Motta do Amaral em Raízes de Carvalhos, sugere que o nome veio de fugitivos franceses da invasão ao Rio de Janeiro em 1711, liderada pelo corsário René Duguay-Trouin. Outra hipótese aponta para a presença de mineradores franceses, atraídos pelo ciclo do ouro.

    Apesar das incertezas, documentos comprovam que o topônimo “Francês” já era usado no século XVIII. Uma carta de sesmaria de 1744 menciona o “Ribeirão do Francês”, e um registro de casamento de 1761 que cita Pedro da Silva, francês de origem, morador da Guapiara, em Aiuruoca. Já no século XIX, há registros da construção de oratórios na “Fazenda do Francês” e, em 1949, um levantamento da Diocese da Campanha reconhece a Capela dos Franceses como uma das capelas públicas da zona rural de Carvalhos, dedicada a Nossa Senhora dos Anjos.

    A devoção à padroeira começou por volta de 1890, mas a atual capela só foi inaugurada em 1931. Sua imagem, uma representação barroca processional conhecida como imagem de roca, possui braços articulados e um semblante sereno e contemplativo. Um detalhe é o pequeno orifício no peito da imagem, que levanta a hipótese de que ela tenha sido originalmente uma Nossa Senhora da Paixão, adaptada à devoção local.

    Hoje, o distrito celebra duas festas religiosas tradicionais: a Festa de Reis, em 6 de janeiro, e a Festa de Nossa Senhora dos Anjos, em 2 de agosto, reencontros de famílias, marcados por fé, promessas e celebrações que reforçam a identidade e a memória da comunidade.

Onde Comer:
  • Rancho Casa Nova

    (35) 99955 8953

    Cachoeira da Estiva

    (12) 97403 8636

Onde Ficar:
  • Chalés Rancho Casa Nova

    (35) 99955 8953

    Pousada Cachoeira da Estiva

    (12) 97403 8636

    Pousada do Morro Verde

    (32) 99932 7708

    Pousada Fazenda Mato Virgem

    (24) 98852 4565

    Pousada dos Franceses

    (12) 99701 0458

Centro Histórico Cultural
Centro Histórico Cultural:
    • Este roteiro mostra toda a história de Carvalhos e região, um “City Tour” urbano com visita a charmosa Estação Ferroviária, inaugurada por volta 1903, onde funcionava o antigo trem de passageiros da antiga RMV (Rede Mineira de Viação) que ligava Barra do Piraí RJ a Soledade de Minas MG. Hoje a Estação Ferroviária funciona órgãos públicos e a linha se encontra extinta, juntamente com sua caixa d’agua e a antiga Ponte de Ferro sobre os Rio dos Franceses. E no centro da cidade está a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, marco religioso local e padroeiro da cidade e a capela de Nossa Senhora Aparecida, a primeira capela da cidade, além de apreciar os casarios antigos do período de colonização. No centro da cidade os visitantes podem apreciar o comércio local com lojas de queijos, doces, artesanatos e produtos da terra.
    • Atrativos:
    • Estação Ferroviária, Caixa D’agua, Ponte de Ferro, Igreja Sagrado Coração de Jesus, Capela de Nossa Senhora Aparecida e comércios de produtos locais.

     

Histórico:
    • Centro histórico e cultural

      Um bom ponto de partida para uma viagem no tempo é a Praça Ana Dantas Motta, ou simplesmente Praça do Coreto. Antigamente chamada de Largo do Lourenço, em referência a Lourenço Motta, figura central na vida política e religiosa do município, o espaço foi palco de eventos cívicos, encontros sociais, festas e ao seu lado havia um campo de futebol. Ali se destaca o Salão do Zé Militão, construído em 1927 como local de bailes, depois sede do PSD, Cine Vitória e, nos anos 1980, uma discoteca movimentada.

      A praça homenageia Ana Dantas Motta, primeira professora pública da cidade e figura essencial na emancipação do município. Ana foi esposa de Lourenço Motta e mãe do poeta modernista José Dantas Motta. Juntos, Ana e Lourenço também lideraram a construção da Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, iniciada em 1933, junto com o casal José Militão de Carvalho e Alaíde Giffoni. A Igreja tornou-se símbolo da autonomia eclesiástica de Carvalhos, sendo elevada à Paróquia em 1945.

      Mas a espiritualidade da cidade remonta à Capela de Nossa Senhora Aparecida, de 1888, construída com a doação de terras feita por Maria Joaquina Mendes de Carvalho. Esta capela, conhecida como “Igrejinha”, foi o primeiro templo da cidade e núcleo originário do povoado urbano. Seu entorno, chamado “Patrimônio da Santa”, tornou-se o coração da futura cidade.

      A chegada dos trilhos da Rede Mineira de Viação, em 1903, selou a formação do núcleo urbano. A Estação Ferroviária de Carvalhos, inicialmente instalada em um vagão desativado, foi o elo entre Carvalhos e seu entorno. Próxima a ela, surgiu a Caixa d’água, usada para abastecer a Maria Fumaça, e a ponte de ferro. Esses elementos ferroviários moldaram a economia e o cotidiano como parte da identidade local. Apesar de o trem ter feito sua última viagem em 1977, suas marcas permanecem.

      É nessa região que, nas últimas décadas, surgiu a Praça Ibraim Pereira da Cunha, também chamada de Praça da Copasa, e o Parque de Exposições Geraldo Leite Vilela, construído entre os anos 1990 e 2000. Esses espaços redefiniram o eixo social da cidade, abrigando eventos como a FEBAC, o Carnaval, exposições culturais e feiras. 

Onde Comer:
  • Restaurante Beira Rio

    (35) 99951 1949

    Restaurante Bom Paladar

    (35) 99952 8134

    Restaurante Luchesi

    (35) 99732 0205

    Restaurante Vicent´s Brothers

    (35) 99708 1974

    Restaurante do Charlinho

    (35) 99917 0899

    Cantina do Paulo

    (31) 97110 4847

    Padaria e Lanchonete Nova Opção

    (35) 99939 0653

    Panificadora Niterói

    (35) 99846 5874

    Padaria do Tiago

    (35) 99764 2183

    Padaria Central

    (35) 99747 0153

    Padaria do Valtinho

    (35) 99929 5497

    Padaria do Souza

    (35) 99806 1465

    Padaria Fino Sabor

    (35) 99917 2484

    Tedy´s Lanches

    (35) 99726 4394

    Center Lanches

    (35) 99907 9339

    Burgerland

    (35) 99837 4786

    Resteg Burger´s

    (35) 99836 1117

    Barraca Sabor Mineiro

    (35) 99896 6980

    Agridoce Confeitaria

    (35) 99734 5230

    Kitutes Sobre Rodas

    (12) 99766 6536

    Sorveteria e Delivery Icemoon

    (12) 99750 4036

Onde Ficar:
  • Pousada Pico do Muquém

    (35) 3345 1302 / (35) 99993 7722

    Pousada Bianca

    (35) 3345 1313

    Chalés do Paulo

    (31) 97110 4847

    Hostel Via Tedy’s

    (35) 99726 4394

    Pousada Recanto Feliz

    (24) 99974 1702

    Fazenda Seresta

    (24) 99998 9934

Carimbá x Posses (Rota do Quilombo)
Carimbá x Posses (Rota do Quilombo):

Conhecido por Rota do Quilombo, esse antigo caminho do município até as Posses atravessa as vertentes da Serra do Quilombo, onde se divide a região das Posses com a região do Carimbá, bacia leiteira do município de Carvalhos. A primeira parada é no bairro do Carimbá, com visita na Capela de Santo Antônio e visitação em laticínios locias, depois segue para o bucólico povoado das Posses, com visita a Capela de Nossa Senhora Aparecida, rodeado de montanhas e belas paisagens. Seguindo a estrada por 3 km começa o complexo de Cachoeiras do Ribeirão das Posses, a primeira é a Cachoeira da Lage, de fácil acesso, com uma bela ducha e poço para banho, seguindo o caminho nas margens do Ribeirão, fica por cerca de 1 km a Cachoeira do Meio, em meio as corredeiras com banheiras naturais e seguindo no caminho trilhas com remanescentes de mata atlântica para cima por mais 1 km a imponente Cachoeira das Posses, com uma bela queda e um grande poço para banho.

    • Atrativos
    • Capela de Santo Antônio do Carimbá, Capela de Nossa Senhora Aparecida das Posses, laticínios, Cachoeira da Lage, Cachoeira do Meio e Cachoeira das Posses.
Histórico:

Carimbá

Segundo o historiador Manoel Lourenço Motta do Amaral, o termo “Carimbá” teria origem na prática de se “carimbar” pessoas escravizadas na região, próxima à Serra do Quilombo, lugar associado à fuga e à resistência negra no período escravista. Ao longo do século XIX, a área era identificada em testamentos como Fazenda do Carimbá, que se fragmentou até alcançar sua configuração atual.

A tradição oral conta que os primeiros habitantes do povoado foram ciganos, ao mesmo tempo que a fé católica é profundamente enraizada, com destaque para a devoção a Santo Antônio, padroeiro local. A Capela de Santo Antônio foi construída com o esforço da comunidade e a liderança de Maria Amélia Nogueira Varginha, sendo benta em 11 de junho de 1969 por Dom Othon Motta, então Bispo da Campanha. A imagem do santo, datada de 1962, foi abençoada no dia 13 de junho, data tradicionalmente dedicada a ele.

A Festa de Santo Antônio do Carimbá com início estritamente religioso foi ganhando novos contornos a partir da década de 1980, hoje, o povoado recebe visitantes de toda a região, que vêm pagar promessas, agradecer graças alcançadas e manter viva essa mistura única de fé, cultura popular, música e história.

Rota do Barulho
Rota do Barulho:
  • Situado a 6 km da cidade, a Represa do Barulho é formada pelo Rio Turvo Grande onde se limita-se com o município de Liberdade, rodeado de mata atlântica e ponto para banho no Bar e Restaurante Represa do Barulho. Seguindo o caminho de volta finaliza o roteiro no Sítio Cafundó, com visitação a produção de cachaça, degustação e comercialização, além de toda estrutura de turismo rural. Durante o caminho, os visitantes percorrem trechos da antiga ferrovia que serviu Carvalhos e região por muitos anos.
  • Atrativos:
  • Represa do Barulho e Sítio Cafundó.
Onde Comer:
  • Represa do Barulho

    (35) 99813 4661

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